Sobre Magias e Mecânicas

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O último RPG por turnos que tive paciência de jogar nos últimos dias foi o Final Fantasy 6. Depois dele, batalhas onde você deve esperar uma barra de tempo carregar, para então ditar algumas ações e ficar pacientemente esperando sua vez novamente, não me atraem mais, mesmo com toda a estratégia que esta formula traz, eu ainda me sinto profundamente entediado com esse tipo de mecânica. Provavelmente por isso tenho me virado para os jogos de RPG ‘Ocidentais’, onde normalmente a ação corre em tempo real e a história tende a não ser tão linear ( há exceções, claro).

Apesar disso, dos RPG’s de origem japonesa conquistaram espaço de honra em minha galeria de favoritos, devido a sua jogabilidade diferenciada. Estou falando dos games Shining Soul I e II para Game Boy Advance:

A  jogabilidade dos jogos  Shning Soul I&II é muito simples, mas nem por isso menos geniais: com os botões R e L é possível navegar entre três ‘slots’, onde devem ser colocados magias, armas e itens de cura, o botão A utiliza os itens dispostos nos ‘slots’ R  da mesma forma que o botão B utiliza os recursos alocados no menu do botão L. Simples fácil e funcional. A dinamicidade desta mecânica torna o jogo muito fluido, alguns elementos conhecidos dos jogos orientais bem como os gráficos com aparência de Mangá garante uma identidade a série de jogos, que nos dias atuais, infelizmente não possuem mais o mesmo glamour.

Ainda sobre mecânica, graças a uma ótima promoção do Steam, pude adquirir o excelente Magicka:

Toda a história de jogo, é uma grande ode a cultura nerd/Rpegista, praticamente cada diálogo do jogo possui alguma piada, que provavelmente só aqueles com algum conhecimento da cultura “gamer” vão sacar. Porém a história divertida não é o grande trunfo deste título, o que realmente é atrativo é sua jogabilidade diferenciada e de certa forma inovatória.

Em Magicka existe seis elementos, correspondendo a seis teclas do teclado, é necessário combinar estes elementos para criar seus feitiços e ataques. Por exemplo, ao combinar Terra e Fogo, cria-se uma bola de fogo explosiva. Defesa e gelo criará estalagmites que causarão algum dano nos inimigos ao redor. Uma série de outras pequenas regras ( como se molhar para terminar danos contínuos por fogo, ou mesmo molhar o inimigo para que magias do tipo elétrico causem mais dano) tornam a curva de aprendizagem deste jogo bem agressiva, já que o tutorial vai ensinar a você somente as regras básicas, cabe aos jogadores descobrirem novas combinações através da experimentação.

Por falar em jogadores, o jogo é todo voltado para o multiplayer, é perfeitamente possível jogar sozinho, porém muito das experiencias que o jogo pode oferecer, depende das partidas cooperativas entre até quatro jogadores,  já que grande parte da diversão, consiste em misturar feitiços diferentes, e observar os mais variados resultados. É engraçado observar que Magicka, com todo seu jeito de “Diablo” difere em muito dos outros jogos do gênero, por não apresentar a constante busca por novos e melhores itens (os únicos itens que podem ser trocados, são o cajado e a arma de cada mago), ou mesmo os famigerados níveis de classe que “destravam” novas Habilidades.

Por não haver essa métrica, o jogo deposita a responsabilidade de evoluir o personagem diretamente sobre os ombros de quem joga, já que os desafios de cada estágio irão exigir cada vez mais agilidade e versatilidade na hora de compor os ataques e defesas. Todo este caráter experimental, acaba por vezes sendo frustrante, pois é muito comum morrer várias vezes, vitima do próprio feitiço, quando ainda não se sabe muito bem qual o resultado de uma nova mistura de elementos.

Apesar deste pequeno “ponto fraco”, Magicka é extremamente viciante e cativante, sendo uma ótima pedida para jogar com os amigos em uma tarde entediante de domingo!

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Dungeons & Pixels

 

 

Intrépidos heróis percorrem as masmorras abandonadas indo de encontro ao mago malvado que pretende fazer do mundo o parque de diversões de diabos, demônios ou qualquer sorte de criaturas malvadas. Esse pode ser um dos mais clássicos clichês da fantasia medieval, mas quando bem aplicado em um jogo, é sempre divertido!

Muitos RPG’s  costumam ter histórias envolventes, tramas repletas de plot-twists e cenas emocionantes, mas esses jogos costumam ser muito longos, e por vezes enfadonhos, por que não focar apenas no que importa?

Matar monstros, conquistar tesouros e ficar mais forte para matar mais monstros ( repita o ciclo infinitas vezes ) sempre foi a parte divertida!

Dos jogos modernos, alguns dos melhores RPG’S do estilo “Dungeon Crawler” ( Jogos onde o foco é maior em explorar masmorras  e menos na história) são os jogos da série ClaDun para PSP.

 

 

 

Atualmente estou jogando o Cladun X2, e posso dizer, o jogo é muito divertido e cumpre sua obrigação, é simples e direto, você pode criar vários personagens diferentes, personalizá los e depois se atirar numa das centenas de dungeons do jogo. O nível de customização segue o padrão doentio da Niponichi, onde é permitido mudar quase tudo, seu personagem por exemplo pode ser redesenhado pixel a pixel, armas podem ter seu nome alterado adicionando novas propriedades mágicas como aumento no dano, elementos etc. Você pode criar vários personagens novos sempre que desejar, e experimentar as diversas experiencias de jogabilidade com cada classe sem a necessidade de começar um novo jogo,  já que os novos heróis, quando não estão sendo utilizados,  se juntam a Party  melhorando os status do personagem que estiver ativo no momento.

O jogo possui uma mecânica que divide as Dungeons em vários andares, cada vez que você termina um andar, o próximo é habilitado, além disso em Cladun x2  o tempo gasto para completar o level  é salvo, assim você é encorajado a voltar várias vezes na mesma fase, afim de conquistar um tempo cada vez menor.

A história é superficial e irrelevante, mantendo o foco sempre na exploração das fases, conquista de itens e poderes. O jogo é rápido e divertido, mas não é o tipo de game que você vai querer ficar horas e horas seguidas jogando.

Ele funciona muito melhor como uma diversão rápida e sem compromisso, como todo bom jogo de portátil deve ser.

 

 

Ainda falando sobre explorar masmorras, eu quero recomendar o excelente e viciante Browse Game Hack Slash Crawl:

 

 

O jogo é simples, mas tem uma mecânica absurdamente viciante: Escolha uma classe e uma raça e explore as fazes até achar a saída para o próximo nível. Em HSC não há pontos onde se possa salvar a partida, cada descida as catacumbas será única, e assim que seu personagem morrer, não será possível jogar de novo, porém sua partida é transformada em um placar, que pode ser enviado para o “SCORE”, onde é possível saber qual foi sua posição se comparado a outros jogadores, estimulando a competição.

Ainda sobre o game play, o jogo usa o velho conhecido Point & Clic, clique no mapa onde você deseja que seu personagem se dirija, clique sobre os monstros para atacá-los, nos itens para colhe-los e nas habilidades para usá-las.

Ao iniciar uma partida, você deve escolher uma combinação de raça, classe e títulos para seu personagem, isso vai definir as estruturas básicas de seu aventureiro, por exemplo, o tenebroso Shinsei, um Vampiro Necromante Lendário começará o jogo com a capacidade de recuperar vida atacando inimigos, invocando caveiras e com um bônus em seus atributos de força e inteligência. Assim, ao misturar esses três elementos durante a criação do herói ,  traz  ao jogo milhares de combinações que podem modificar a experiencia do jogador.

Um ponto divertido, é que vários itens no jogo fornecem diferentes habilidades, como ataques de fogo/gelo, cura, proteção etc. Assim cada jogador pode, dependendo de sua sorte, criar as mais variadas combinações de poderes para seus heróis, tornando o fator replay ( crucial para manter o espirito competitivo do rank ) do jogo muito alto.

Por ser desenvolvido em Flash, Hack Slash Crawl roda em quase qualquer navegador da atualidade, infelizmente ainda não há uma versão para tablets, uma pena pois o jogo cabe como uma luva neste tipo de plataforma.

Então se um dia estiver sem nada pra fazer, ou apenas quer que a hora passe mais rápido no trabalho, eu recomendo muito jogar HSC!

Espero que gostem!

Renato”Shinsei” Cientista chefe do LabRPG