Dota Clix!

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Com a reformulação da linha Mage Knight a WiziKids pretende trazer um novo fôlego para o seu aclamando sistema de combate de miniaturas “Heroclix”.
A temática medieval andou em desuso por mais de uma década, durante este período, os heróis mais famosos do planeta tomaram o lugar que antes pertenciam aos elfos, anões e orcs.
Entretanto, a empresa que publica as pequenas estatuetas resolveu combinar seu antigo modus operant com a nova abordagem.

Eu explico: Após a queda da primeira versão do jogo, a ascensão das figuras colecionáveis de personagens da Marvel e DC foi apenas o começo, nos últimos anos diversas franquias famosas ganharam uma edição especial, e o mais divertido, é que como as regras foram unificadas, os jogadores acabam por ter uma gama monstruosa de combinações de exércitos. Assim surgiram miniaturas de Hellboy, Halo, Yugi-Oh! e até de Star Trek!

Agora, através de uma parceria coma softhouse e detentora da maior loja de jogos online, o Steam, os donos do Dungeons and Dragons pretendem trazer os famosos heróis do aclamado jogo Online DoTA.

Dota que foi o primogênito de um novo gênero de jogos que atualmente ficou conhecido como MOBA, é um game com temática medieval fantástica, onde um grupo de heróis (e vilões) enfrentam o time rival com o objetivo de destruir a base inimiga enquanto devem proteger suas próprias fortificações.

Como todo jogos que faz sucesso, do DoTa clássico, que não passava de um simples MOD de Warcraft 3, surgiram uma vasta gama de “Clones”, que inclusive abordaram outros temas como a terra média, heróis e até mesmo jogos de luta.

Em um caminho inverso, mas cuja trajetória é semelhante as novas miniaturas Heroclix Dota foram lançadas ainda em 2013, algumas imagens das minis que já foram comercializadas:

Kit inicial de vilões

Kit inicial de vilões

A coleção teve inicio com o lado dos vilões , cada pacote inicial (os famosos starter set’s) iram acompanhar um mapa quadriculado que imita o mapa do jogo virtual.

A qualidade das figuras ao que tudo indica irá manter o padrão apresentado até hoje, com figuras pintadas a mão com um nível de esculpimento muito satisfatório!

Espero que este set faça sucesso, e que a linha Hero Clix cresça ainda mais, pois ela tornará as partidas mais divertidas, claro desde que o jogador não se importe de ver o homem aranha apanhando de um Lich!

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Sobre Magias e Mecânicas

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O último RPG por turnos que tive paciência de jogar nos últimos dias foi o Final Fantasy 6. Depois dele, batalhas onde você deve esperar uma barra de tempo carregar, para então ditar algumas ações e ficar pacientemente esperando sua vez novamente, não me atraem mais, mesmo com toda a estratégia que esta formula traz, eu ainda me sinto profundamente entediado com esse tipo de mecânica. Provavelmente por isso tenho me virado para os jogos de RPG ‘Ocidentais’, onde normalmente a ação corre em tempo real e a história tende a não ser tão linear ( há exceções, claro).

Apesar disso, dos RPG’s de origem japonesa conquistaram espaço de honra em minha galeria de favoritos, devido a sua jogabilidade diferenciada. Estou falando dos games Shining Soul I e II para Game Boy Advance:

A  jogabilidade dos jogos  Shning Soul I&II é muito simples, mas nem por isso menos geniais: com os botões R e L é possível navegar entre três ‘slots’, onde devem ser colocados magias, armas e itens de cura, o botão A utiliza os itens dispostos nos ‘slots’ R  da mesma forma que o botão B utiliza os recursos alocados no menu do botão L. Simples fácil e funcional. A dinamicidade desta mecânica torna o jogo muito fluido, alguns elementos conhecidos dos jogos orientais bem como os gráficos com aparência de Mangá garante uma identidade a série de jogos, que nos dias atuais, infelizmente não possuem mais o mesmo glamour.

Ainda sobre mecânica, graças a uma ótima promoção do Steam, pude adquirir o excelente Magicka:

Toda a história de jogo, é uma grande ode a cultura nerd/Rpegista, praticamente cada diálogo do jogo possui alguma piada, que provavelmente só aqueles com algum conhecimento da cultura “gamer” vão sacar. Porém a história divertida não é o grande trunfo deste título, o que realmente é atrativo é sua jogabilidade diferenciada e de certa forma inovatória.

Em Magicka existe seis elementos, correspondendo a seis teclas do teclado, é necessário combinar estes elementos para criar seus feitiços e ataques. Por exemplo, ao combinar Terra e Fogo, cria-se uma bola de fogo explosiva. Defesa e gelo criará estalagmites que causarão algum dano nos inimigos ao redor. Uma série de outras pequenas regras ( como se molhar para terminar danos contínuos por fogo, ou mesmo molhar o inimigo para que magias do tipo elétrico causem mais dano) tornam a curva de aprendizagem deste jogo bem agressiva, já que o tutorial vai ensinar a você somente as regras básicas, cabe aos jogadores descobrirem novas combinações através da experimentação.

Por falar em jogadores, o jogo é todo voltado para o multiplayer, é perfeitamente possível jogar sozinho, porém muito das experiencias que o jogo pode oferecer, depende das partidas cooperativas entre até quatro jogadores,  já que grande parte da diversão, consiste em misturar feitiços diferentes, e observar os mais variados resultados. É engraçado observar que Magicka, com todo seu jeito de “Diablo” difere em muito dos outros jogos do gênero, por não apresentar a constante busca por novos e melhores itens (os únicos itens que podem ser trocados, são o cajado e a arma de cada mago), ou mesmo os famigerados níveis de classe que “destravam” novas Habilidades.

Por não haver essa métrica, o jogo deposita a responsabilidade de evoluir o personagem diretamente sobre os ombros de quem joga, já que os desafios de cada estágio irão exigir cada vez mais agilidade e versatilidade na hora de compor os ataques e defesas. Todo este caráter experimental, acaba por vezes sendo frustrante, pois é muito comum morrer várias vezes, vitima do próprio feitiço, quando ainda não se sabe muito bem qual o resultado de uma nova mistura de elementos.

Apesar deste pequeno “ponto fraco”, Magicka é extremamente viciante e cativante, sendo uma ótima pedida para jogar com os amigos em uma tarde entediante de domingo!

Sobre Meninos e Robôs – Parte 1 Robôs Digitais

Robôs gigantes são fascinantes.

Desde pequeno sempre gostei de robôs, acho que o primeiro que consigo me lembrar é o Titan Junior dos Flashmans, no ramo dos RPG’s de mesa eu sempre quis jogar em um cenário chamado Dragon Mech ( ao qual falarei em breve ), mas na época aquirir livros importados era algo impossível pra mim.

Mas nos foquemos nos jogos, hoje vou falar de dois MMO’s que estão em desenvolvimento, e cujo o tema gira em torno dos grandes monólitos de metal armados até os dentes.

O primeiro a ser citado é HAWKEN!

Eu vi Hawken pela primeira vez durante meu curso de desenvolvimento de jogos, procurando inspiração para uma aula de cenários me deparei com as primeiras concepts, desde então venho acompanhando seu desenvolvimento frequentemente. O jogo será um FPS (first person shooter – tiro em primeira pessoa) com vista de dentro do cockpit do Mecha, ao que tudo indica será voltado para o combate entre jogadores. Seus robôs tem um design leve e como pode ser visto nos videos de game play, o jogo deve ter uma ação frenética:

Hawken tem  lançamento previsto para o dia 12/12/2012 e você já pode se inscrever para o closed beta  (clique em enlist)!

O próximo jogo da lista é MechWarrior Online!

Mech Warrior é um antigo cenário, que já foi visitado em RPG’s de mesa, Eletronicos e Board Games, assim como Hawken, MWOnline terá ao que tudo indica uma jogabilidade também em primeira pessoa, mas com um foco muito maior no gigante de aço, aqui você pode customizar sua máquina, alterando pintura, armamentos etc. Alé disso cada estilo de Mech possui seus pontos fortes e fracos, peso, velocidade e armaduras,  jogabilidade é muito mais truncada, e ao que dizem, com um belo pé na simulação confira:

O jogo será Free-to-Play com assinatura Premium, atualmente existe um “Programa dos Fundadores” que funciona como uma pré-compra, onde você obtém desconto, e dependendo do pacote escolhido, uma série de benefícios, começando pelo direito de começar a jogar primeiro que os jogadores free ( a data prevista é de 7 de agosto ), de um a três meses de Premium Account, um bônus em dinheiro do jogo, e alguns Mechs exclusivos.

Você já criar sua conta clicando aqui.

Eu particularmente estou ansioso para testar ambos, mas creio que o Hawken no final proporcione uma diversão mais descompromissada.

Agora é só esperar pra ver!

Mineiros, RPGs, browser-games e os novos paradigmas da internet

MineCraft.

Você com certeza já deve ter ouvido falar (ou talvez até já tenha jogado) . Pois bem Minecraft é a sensação do momento, um do jogos indies mais bem sucedidos, e mesmo estando em fase Beta ( e tendo um modo “Free”) tem vendido bastante, o suficiente para manter a equipe melhorando o jogo e tornando a experiência cada vez mais divertida, porém neste post não vamos falar sobre o jogo em si, mas vamos abordam uma nova tendência. Browser Games.

Em algum momento você já deve ter se deparado com os famosos “Jogos de página”, o mais antigo que posso me recordar, era um que um amigo  jogava, sobre bandidos ao estilo máfia wars da vida. Havia alguns “caminhos” que você você escolhia pra evoluir (coisas nada ortodoxas como trafico de drogas e prostituição) e cada caminho tinha itens que recebiam upgrades (ueba prostitutas Lv2!!! agora elas fazem hora extra!!! ), depois vieram batalhas espaciais, vampiros, lobisomens, gladiadores …  O tema poderia mudar, mas invariavelmente o sistema era o mesmo, você deveria esperar o tempo passar, para juntar algum tipo de moeda (stamina, dinheiro, urânio…) e com esta moeda comprar um upgrade de algum item, que te permitiria ganhar mais moeda e montar um exercito ou deixar o personagem mais forte. Estes jogos eram basicamente imagens estaticas e um contador regressivo que media quanto tempo era necessário esperar, com o tempo isso mudou, tecnologias como o Java permitem que jogos mais “complexos” possam rodar diretamente do seu navegador.

O primeiro jogo mais bem trabalhado que eu pude jogar foi o Runescape que é um dos MMORPGs mais jogados, tem uma jogabilidade divertida e gráficos 3D, outro jogo bem legal, mas que não possui a mesma fama é o Eternal Earth (que pelos resultados de busca do google não antdar muito bem das pernas), o que importa é que o jogo conta com gráficos bem trabalhados, uma jogabilidade bem próxima da utilizada pelos MMos de ultima geração (WSAD + mouse e números p\ra Skills) e também roda através do navegador.

Aqui todo mundo era um tipo de Animal (Homen raposa/coelho/garnizé)

Agora voltamos a falar de Minecraft, esse excelente jogo pode ser jogado de quase qualquer lugar pois basta você entrar no site e começar a jogar. Muitas desenvolvedoras perceberam este potencial, e passaram a criar jogos (por enquanto) para o publico casual, versões modernas dos antigos web-games (mas agora tem bonequinhos andando!), e como eles já aproveitam um banco de dados com milhares de usuários temos um novo conceito de MMO, que mantem uma mesma base de usuarios, mas que você não escolhe somente o “servidor”, hoje você cuida da sua fazendo no melhor estilo Harvest Moon (comparação nefasta, mas verdadeira), amanhã você explora Dungeons com seus amigos, tudo acessível  no mesmo local.

Seguindo a tendência da Cloud Computing em breve os jogos iram rodar diretamente nos servidores, isentando os jogadores da necessidade de máquinas mais fortes e tornando os Web games cada vez mais complexos e maravilhosos, algo como um Steam, onde uma vez logado, você possa desfrutar dos jogos que comprou em qualquer lugar, seja no patético Pentium da empresa onde trabalha ou do computador de casa. Este dia chegará em breve.

Vejo vocês na Dungeon mais próxima!

Renato”Shinsei” Cientista chefe do LABRpg